História bíblica em que Jesus cura um homem com lepra

Publicamos nesse artigo do blog Contos e Estudos Bíblicos a história bíblica em que Jesus cura um homem com lepra. Esse relato bíblico se encontra nos livros de Mateus, Marcos e Lucas.

A lepra entre os povos antigos

Sabemos que a lepra, durante muito tempo da existência da humanidade, foi considerada uma doença terrível, porque as pessoas achavam que era uma doença muito contagiosa. Não havia estudos sobre a doença, por isso o mito era muito comum entre as pessoas e o preconceito reinava no meio delas. Com isso, os doentes sofriam muito.

As pessoas com lepra eram isoladas do convívio social. Como não havia hospital para abrigá-las nem remédio para curá-las, eram enviadas para lugares distantes. Lá, eram condenadas à morte. Isto é, viviam com a doença a lhes consumir as extremidades do corpo até que morressem.

Um breve histórico sobre a lepra

Ainda hoje muitas pessoas têm medo terrível da lepra. Acham que só de se aproximar de uma pessoa doente já pegarão a doença.

Esse comportamento estranho acontece nos dias de hoje por falta de informação. Porque estudos científicos constatam que só 5% da população tem propensão de pegar a doença.

Portanto, as pessoas deveriam ficar despreocupadas quanto à contaminação.

É claro que o ideal seria se houvesse uma maneira de saber se determinada pessoa é propensa a pegar a doença ou não. Porém, não existe. Assim, convivemos com o medo da doença, assim como temos medo de outras doenças. Pois os médicos diagnosticam a lepra depois que o doente que os procuram apresentam manchas no corpo ou outros sintomas característicos que indicam a enfermidade.

A lepra é uma doença contagiosa, transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para outra. Os sintomas, depois que a pessoa for contaminada, demoram de dois a cinco anos para aparecerem. O doente apresenta sintomas dermatológicos e neurológicos. Essas características facilitam o diagnóstico.

O portador da doença é comumente chamado de leproso, lazarento, hanseniano, lazarado e outros nomes menos usados. O tratamento é feito pelas unidades de saúde como o SUS (Sistema Único de Saúdo). Há um local nas cidades específico para atender pessoas com suspeitas de lepra para avaliação, diagnóstico e tratamento.

Os remédios são gratuitos ao paciente. Compõem-se atualmente de três antibióticos: Rifampicinia, Clofazimina e Dapsona. As pessoas doentes não devem nunca abandonar o tratamento, ainda que os sintomas tenham desaparecidos. Devem sempre retornar ao local indicado para avaliação médica e para receberem alta.

Por que escrevo esses parágrafos:

Escrevo esses parágrafos sobre a hanseníase porque dia destes um médico especialista em hanseníase me disse que:

• Para pegar lepra uma pessoa precisa conviver com o doente de cinco a dez anos.

• Ou seja, não se pega a doença com um simples olhar, um aperto de mão. Ou por sentar-se ao lado do doente num ônibus, trem, metrô, carros de passeio e outros.

Quem viu o filme Ben-Hur deve se lembrar de que a mãe e a irmã do personagem estava condenada a morrer num lugar tristonho e solitário, distante das cidades. Tudo porque tinham medo de pegar a doença. (Escrevo esse fato por me lembrar do filme, que vi na adolescência. Talvez, novas versões desse filme mostrem histórias diferentes.)

O filme Ben-Hur foi estrelado pelo ator norte-americano Charlton Heston. O nome do personagem era Judah Bem-Hur. Teve 12 indicaçoes ao Oscars, no ano 1960, e ganhou 11 estatuetas. Um dos recordistas de prêmios da Academia, empatado com Titanic. (Fonte: Wikipédia)

A Fantástica Descoberta de Hansen

No ano de 1874 o médico norueguês Gerhard Armauer Hansen, após longos anos de estudos, descreveu a doença. A lepra ganhou então o nome de Hanseníase, em homenagem ao Dr. Gerhard Amauer Hansen.

O conceituado médico descobriu que a moléstia é causada por uma bactéria em forma de bastão, Mycobacterium lepra, similar ao bacilo responsável pela tuberculose. Descobriu também que a transmissão de dá por contágio direto, isto é, de uma pessoa para outra. Sendo que o convívio deve ser prolongado. Também, em ambientes de condições precárias de higiene; ou indireto, através da roupa.

Depois desse giro rápido sobre a doença, vamos, enfim, ao texto bíblico falar sobre a cura do leproso.

Nesse dia, Jesus falava à população, como sempre fazia, sobre a palavra de Deus. Ele subiu num monte para que todas as pessoas o vissem.

Quando terminou a pregação, desceu do monte e começou a andar.

Seguindo os passos dEle, do modo que acontecia com muita frequência, as pessoas caminhavam na mesma direção do Mestre.

Nisso um homem doente de lepra conseguiu passar pela população e se aproximar de Jesus.

O homem disse palavras calorosas de adoração ao Mestre. E, com muita fé para ser curado, lhe disse com firmeza:

– Senhor, se quiseres, pode tornar-me limpo.

Isto é, limpo da doença, curado, sem mais nada que consumisse seu corpo.

Jesus olhou para ele e calmamente estendeu a mão e pegou a mão do leproso dizendo:

– Quero, sê limpo!

Bastou o Mestre falar essa frase. Nada mais. No mesmo instante a lepra desapareceu por completo do corpo do homem. E ele ficou totalmente curado. Sem necessidade de remédio, nada.

Jesus lhe disse:

– Olha, não o digas a ninguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho.

Jesus pede ao homem que se apresente ao sacerdote porque este tinha a incumbência de analisar o doente, reconhecer que ele estava curado e permitir o livre convívio dele com as pessoas da sociedade.

Mateus 8.1-4

Lucas 6.12-14

Marcos 1.40-45

 Você conhece alguém que tem ou que teve lepra? A pessoa se tratou corretamente? Escreva sua opinião nos comentários.

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Escrever, ler, estudar a Bíblia, orar pelas pessoas... É isso o que José Guimarães faz, diariamente. Também vai à igreja e ouve pregações acaloradas. Fez estudos bíblicos na Escola Dominical da Igreja Presbiteriana de Pouso Alegre. Também fez estudos bíblicos com o Pastor Anderson Beiral, que faz Mestrado em Liderança pela Andrews University. Fez Estudos Bíblicos na Escola Dominical da Igreja Adventista do Sétimo dia de Pouso Alegre, Sul de Minas Gerais, Brasil. E também com o Irmão Flávio. Reside atualmente em Cuiabá, Mato Grosso. José Guimarães e Silva é autor dos livros Poesias Evangélicas, Orações ao Senhor Deus e Palavras que Transformam.

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  1. A paz do Senhor.
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    Desde já agradeço sua atenção.
    Pastor Júlio Fonseca

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    • José Guimarães

      A Paz do Senhor, Pastor Júlio Fonseca

      Entrei em seu site e li as condições de uso.
      Por ora, só há um problema, o feed está resumido. O envio é de 10 links aos leitores, com resumo das notícias.
      Verei como fazer para cumprir a exigência de seu site.

      Em Jesus

      José Guimarães

      Responder

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